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Desertificação
é o empobrecimento dos ecossistemas áridos, semiáridos
e subúmidos em virtude de atividades humanas predatórias
e, em menor grau, de mudanças naturais. Atualmente, 34%
(49.384.500km2) das terras emersas do planeta são propensas
à desertificação. As áreas mais afetadas
são o oeste da América do Sul, o Nordeste do Brasil,
o norte e o sul da África, o Oriente Médio, a Ásia
Central, a Austrália e o sudoeste dos Estados Unidos.
Desde
a primeira Conferência Mundial sobre Desertificação,
no Quênia, em 1977, os cientistas têm mostrado que
o aumento das regiões áridas do mundo não
decorre somente da progressão natual dos desertos, em geral
resultado de alterações climáticas e fenômenos
tectônicos ao longo de milhares de anos. Esse alastramento
vem sendo provocado principalmente pelo homem, por meio do desmatamento
de extensas áreas de floresta; da agropecuária predatória,
que emprega técnicas inadequadas de cultivo e pastoreio;
e de alguns tipos de mineração, como a extração
dos cristais de rocha, que removem a camada superficial do solo.
Essas atividades levam à perda de água do subsolo,
à erosão e ao assoreamento dos rios e lagos. E o
problema é agravado pelo efeito estufa, pela chuva ácida
e pelo buraco na camada de ozônio.
Quando
o solo se desertifica, as populações buscam outras
terras, onde repetem os mesmos erros cometidos anteriormente.
Com isso criam novas áreas desertificadas, num ciclo contínuo.
A consequência é a migração, que acaba
formando cinturões de pobreza ao redor dos centros urbanos.
Segundo a Organização das Nações Unidas
(ONU), existem atualmente 500 milhões de refugiados ecológicos
em todo o mundo, número que deve dobrar até o final
da década. Esses refugiados foram obrigados a abandonar
suas terras devido à degradação ambiental.
A
desertificação, a longo prazo, poderá causar
uma diminuição drástica das terras férteis,
o que, aliado ao aumento da demanda por alimentos, pode levar
a um aumento da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é
necessário conter o avanço dos desertos com medidas
como reflorestamento, o controle do movimento das dunas e a rotação
de culturas. É possível também controlar
a erosão com o plantio em terraços e curvas de nível
nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da
cultura anterior, evitando a exposição do solo ao
sol, à chuva e ao vento.
Fonte:
www.yahoo.com.br
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