Mico-Leão-Preto

Com a finalidade de proteger e conservar fragmentos de remanescentes de Mata Atlântica, mantendo o habitat do mico-leão-preto, foi assinado em 16 de julho de 2002, decreto da Presidência da República que cria a Estação Ecológica do Mico-Leão-Preto no Pontal do Paranapanema (SP), com uma área de 5.500 hectares.

O mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) está entre as dez espécies de primatas mais ameaçadas em todo o mundo. A região da nova estação ecológica também constitui um dos últimos refúgios de outras espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada (Panthera onca), a jaguatirica (Felis pardalis), a lontra (Lutra longicaudis) e o macuco (Tinamus solitarius).

A medida complementa a ação que o Governo do Estado desenvolve na região, onde mantém, há 61 anos, o Parque Estadual do Morro do Diabo. Com uma área de 33.853 hectares, essa unidade de conservação se caracteriza por uma elevação de 600 metros, que constitui um testemunho geológico do planalto ocidental, guardando ainda o que restou da vegetação que recobria o oeste paulista, inclusive a maior reserva natural de peroba-rosa do Estado, que abriga a última grande concentração de mico-leão-preto.

 
Outra Descoberta do "MICO-LEÃO-PRETO"
Com a finalidade de proteger e conservar fragmentos de remanescentes de Mata Atlântica, mantendo o habitat do mico-leão-preto, foi assinado em 16 de julho de 2002, decreto da Presidência da República que cria a Estação Ecológica do Mico-Leão-Preto no Pontal do Paranapanema (SP), com uma área de 5.500 hectares.

O mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) está entre as dez espécies de primatas mais ameaçadas em todo o mundo. A região da nova estação ecológica também constitui um dos últimos refúgios de outras espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada (Panthera onca), a jaguatirica (Felis pardalis), a lontra (Lutra longicaudis) e o macuco (Tinamus solitarius).

A medida complementa a ação que o Governo do Estado desenvolve na região, onde mantém, há 61 anos, o Parque Estadual do Morro do Diabo. Com uma área de 33.853 hectares, essa unidade de conservação se caracteriza por uma elevação de 600 metros, que constitui um testemunho geológico do planalto ocidental, guardando ainda o que restou da vegetação que recobria o oeste paulista, inclusive a maior reserva natural de peroba-rosa do Estado, que abriga a última grande concentração de mico-leão-preto.

O governo paulista mantém, ainda, a Estação Ecológica dos Caetetus que, com seus 2.178 hectares no município de Gália, reúne ecossistemas característicos de Mata Atlântica alta de planalto, onde se mantêm a salvo, em uma paisagem rodeada por cafezais, mais de 108 espécies distintas de aves em extinção e outras dezenas de animais, como o porco do mato ou cateto, que dá o nome à reserva, jaguatiricas, queixadas, veados e mico-leão-preto que ali se multiplicam.

Criada há 26 anos, para salvaguardar uma floresta milenar, a estação ecológica, assim como o Parque do Morro do Diabo, possui infra-estrutura para atividades de pesquisa, educação ambiental e trilhas interpretativa monitoradas para ecoturismo.

Os remanescentes de mata da região são mantidos sob constante monitoramento pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, para evitar ocupações que possam ameaçar os ecossistemas existentes, bem como a caça ou captura dessas espécies para revenda.

OUTRA DESCOBERTA DO MICO-LEÃO-PRETO

Em expedição realizada em 07 de abril último, organizada pelo Programa Ambiental: A Última Arca de Noé, foi constatada na Estação Ecológica de Angatuba (S 23º 25' 26"; W48º 21'29"), no Estado de São Paulo, uma das unidades de conservação administradas pelo Instituto Florestal paulista, a presença de um bando do raríssimo e ameaçado Mico-leão-preto ou Sauim-preto (Leontopithecus chrysopygus), conhecido em inglês por "black lion tamarim".

Com base nas informações de Miguel Donizetti Morgado, funcionário da citada estação ecológica, de que havia na área "uns micos pretos", os pesquisadores do Instituto Florestal, Alcebíades Custódio Filho e Antonio Cecílio Dias, este último responsável pela área, suspeitaram tratar-se do L. chrysopygus. Assim, foi proposta a Antônio Silveira R. dos Santos, criador do citado programa ambiental, estudioso da história natural e colaborador em levantamentos da avifauna em várias unidades de conservação de São Paulo, a organização e realização de uma expedição ao local com a finalidade de localizar e documentar a sua ocorrência.

Por volta das 11:00 horas da manhã, após horas de caminhada pela mata da estação ecológica (Floresta Mesófila Semi-decídua em estádio secundário), foi visto um grupo composto de cinco Micos-leões-pretos. Os animais, muito ariscos, foram observados a olho nu e com binóculo a uma distância de cerca de 20 metros. Um indivíduo retardatário cruzou a trilha a três metros de distância dos observadores. Não houve tempo e condições de documentação por fotografia ou filmagem, mas os animais foram vistos muito bem a ponto de se notar detalhes como o castanho-amarelado-vivo nas regiões lombar, femural interna e externa e início da cauda, contrastando com a pelagem negra restante, não havendo dúvidas de se tratar da referida espécie. (vide ao lado foto da espécie em cativeiro)

Segundo consta na literatura, o Mico-leão-preto está entre os animais seriamente ameaçados de extinção, inclusive estima-se que tenha cerca de apenas 1.000 indivíduos na natureza (Ronald M. Nowak. Walker's Mammals of the World. Sixth Ed.The J.H.University Press, 1999). Sua ocorrência em unidades de conservação encontra-se restrita apenas ao Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio e na Estação Ecológica de Caetetus, em Gália (Livro Vermelho dos Mamíferos Brasileiros Ameaçados de Extinção.Fundação Biodiversitas. 1994, p.99; Paulo Auricchio. Primatas do Brasil.ed.Terras Brasilis,1995, p.86) Dessa forma, a sua constatação para uma nova unidade de conservação é muito importante para chamar a atenção de especialistas e instituições nacionais e internacionais no sentido de conservar e dar condições de preservação esta raríssima e bela espécie. Aliás, está foi a finalidade precípua da expedição.

Em vista dos resultados obtidos o Programa Ambiental prevê a realização nas próximas semanas de novas expedições com o objetivo de documentar com fotos, imagens e sons o importantíssimo achado.
Participaram da expedição Antônio Silveira (pelo Programa Ambiental: A Última Arca de Noé), Antonio Cecílio Dias (responsável pela área) e Miguel Donizetti Morgado (funcionário da Estação Ecológica de Angatuba).
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